Charge com título "Conselheiros do IPREV", desenho de pessoas tapando o próprio olho e na mesa da frente papeladas escrito: "Projeto de Lei", "CALOTE até 2021", "R$ 1 MILHÃO para empresas", "Aumento dos descontos", "Dívida não paga de 2016" e "-4% de contribuição patronal".

O prefeito Paulo Alexandre (PSDB) está aplicando mais um CALOTE nas nossas aposentadorias. Mandou um Projeto de Lei para a Câmara dos Vereadores para NÃO PAGAR a dívida que fez em 2016 e também para PARAR DE PAGAR a contribuição patronal, deixando as duas dívidas para o próximo prefeito.

Diante de mais um verdadeiro ataque ao serviço público e aos servidores, os representantes do SINDSERV Santos no Conselho do IPREV reivindicaram que este conselho se MANIFESTASSE. Foi proposta uma carta de repúdio ao prefeito Paulo Alexandre, fundamentando e explicando mais este duro golpe contra os interesses da categoria.

Mas qual foi a posição de cada conselheiro ao ser confrontado com a NECESSIDADE de se posicionar diante de um momento tão grave?

Se posicionaram contra a carta de repúdio:

  • André Motta Cheutchuk (representante do Executivo);
  • Ironides Agostinho da Silva Junior (representante do Executivo);
  • Gabrielle Leonel Gonçalves (representante da Câmara Municipal);
  • Josias Aparecido Pereira da Silva (representante do Sindest e assessor do vereador Rui de Rosis, pai do presidente do IPREV Rui de Rosis Júnior).

A favor da carta de repúdio:

  • Elizabeth Galdino Mestre (eleita pelos servidores inativos e pensionistas);
  • Eliana Rocha de Lima (eleita pelos servidores inativos e pensionistas);
  • Luiz Francisco dos Santos (representante do SINDSERV);
  • Alexandre Manetti (representante do SINDSERV).

NÃO É DE HOJE que as posições de conselheiros representantes indicados do Executivo (governo de plantão), dos servidores do Legislativo (Câmara Municipal) e do sindicato amigo-do-patrão (SINDEST) tendem a colocar panos quentes para medidas impostas pelo prefeito Paulo Alexandre.

A quem realmente serve estes conselheiros?

No que está escrito no papel, ou seja, na “legalidade” (idealismo), estes representantes estariam a serviço dos interesses de cada segmento representado, ou seja, do interesse dos servidores.

Na prática, os conselheiros DEMONSTRAM a quem servem, bem como sua coragem ou fragilidade diante dos fatos. Exatamente nos momentos em que a REALIDADE impõe a necessidade de se manifestar quanto aos interesses dos servidores. Enquanto CONSELHO DE FATO, deveria ser autônomo e independente, nessa hora não se mostrou bem assim.

É por isso, e por muito mais, que os servidores perguntam e questionam sobre a REAL representação que se faz necessária neste conselho. As servidoras e servidores aposentados ELEGERAM suas representantes.

E por que os representantes tem que ter indicação do governo? Aliás, pra que servem as indicações de representantes do governo, se somos servidores que estão a serviço da população e do Estado?

Já não basta o PRESIDENTE DO IPREV ser indicado como cargo do governo, sem que NENHUM SERVIDOR PÚBLICO possa opinar ou intervir nesta indicação? Por isso continuamos defendendo eleição, inclusive para representantes do SINDSERV. Enquanto houver indicações de Conselheiros e Presidente pelo Governo de plantão (sem que nenhum servidor possa opinar ou intervir na indicação), os servidores correm o risco de ver o IPREV se perpetuar pelos ventos que sopram, como um mero “puxadinho” de interesses do governo.

CONTINUAREMOS NA LUTA CONTRA MAIS ESSE ATAQUE!
EM BREVE DENUNCIAREMOS OS VEREADORES QUE AUTORIZAREM O CALOTE!

EM DEFESA DO IPREV Santos,
PARA UMA APOSENTADORIA SEGURA PARA TODOS!