Servidores no Paço Municipal na sexta-feira (27/09) entregando a reivindicação pro Secretário de Gestão, Cacá Teixeira.

Os servidores da SEALM (Seção de Almoxarifado) e da SECOMED (Seção de Especificação e Controle de Medicamentos) estão revoltados com a ameaça de terceirização de toda o Almoxarifado da Saúde da Prefeitura de Santos.

Contra essa ameaça, estão organizando um ato na sexta-feira agora (04/10) a partir das 11h30 em frente ao antigo PS da Zona Leste (Av. Afonso Pena, 573).

A tentativa de terceirizar o setor foi anunciada pelo coordenador da COSUPRI-SMS (Coordenadoria de Suprimentos da Saúde) e confirmada hoje no jornal Diário do Litoral pela Secretaria de Saúde.

Na última sexta-feira (27/09) os funcionários foram ao Paço Municipal para deixar nítido o descontentamento dessa tentativa de terceirização, além de apontar os sérios problemas de infraestrutura e logística, conforme lista abaixo:
• Falta de EPI para os funcionários;
• Falta de carros com espaço apropriado para as entregas;
• Iluminação precária;
• Ar condicionado sem manutenção (quando gela muito, pinga) e dois desligados;
• Falta de cortina de vento para evitar a vazão do ar refrigerado pelo elevador de carga;
• Falta de manutenção do elevador de carga que corre risco de acidente;
• Prateleiras inadequadas (perigo iminente de queda);
• Falta recorrente de manutenção predial;
• Falta de material de trabalho como canetas, barbantes e fita adesiva que muitas vezes foram compradas pelos próprios servidores.

E esses problemas resultam em graves consequências:
• Controle deficitário dos materiais nas unidades;
• Prontuário eletrônico (Programa MV) que não funciona a contento (9,5 milhões para instalação e 60 mil/mês);
• Falta de orçamento para a compra de suprimentos (já houve a demora de quase um mês para o empenho dos processos de compra);
• Demora nos trâmites dos processos licitatórios;
• Falta de malote diariamente;
• Falta de pessoal (ocorrendo até a negativa geral de gozo das licenças-prêmio por recorrentes vezes por parte do chefe de departamento);
• Falta de treinamento dos funcionários para funções específicas;
• Falta de respostas para dúvidas apontadas sobre o serviço por servidores;
• Transferência de rotinas de fiscalização de contratos e penalidades que não pertencem às seções sem uma reestruturação adequada e treinamento do funcionário (pertenceria ao Financeiro, onde eram realizadas anteriormente, ou mesmo à Coordenadoria).

Todos esses problemas podem ser solucionados com vontade política do governo em investir realmente no setor. E esse investimento sairia por um custo bem menor do que uma terceirização.

NÃO À TERCEIRIZAÇÃO!
TODOS AO ATO!
04/10 (sexta-feira) a partir das 11h30, em frente ao antigo PS da Zona Leste (Av. Afonso Pena, 573).

Veja como foi o ato: