Todos nós em alguma medida já usamos ou vamos precisar utilizar o INSS. Sob ataque, o sistema também precisa dos servidores e de seus familiares para juntos lutarmos contra mais uma ofensiva do governo Bolsonaro. 

O presidente publicou um decreto para colocar militares na Previdência, sob o argumento mentiroso de que isso vai resolver o problema dos milhares de processos que existem hoje no INSS. Os militares, que pelo decreto vão receber 30% a mais em seus salários, não têm nenhuma capacidade técnica para atuar com legislação previdenciária, analisando processos previdenciários.

Nas agências já se vê filas e mais filas de trabalhadores e idosos que até agora não conseguiram receber seus devidos direitos previdenciários.

Esta é mais uma ofensiva contra a Previdência, que começou lá atrás, no Governo de Michel Temer, quando milhares de trabalhadores perderam a aposentadoria por invalidez, colocando na rua da amargura trabalhadores que não têm as mínimas condições de retornar ao trabalho e agora não têm o mínimo sequer para a subsistência.

Depois da famigerada Reforma da Previdência, o pacote de Bolsonaro prevê restringir ainda mais o acesso dos trabalhadores ao sistema. E mais: quer o fim dos concursos públicos e para todas as categorias de servidores, ao mesmo tempo em que está fechando várias agências do INSS.

Já são quase 2 milhões de processos para pedidos de direitos previdenciários parados. Para se ter uma ideia, a estimativa é que hoje cada servidor do INSS trabalha com 3 mil processos. Atualmente, seria necessário ampliar em mais de 20 mil servidores o quadro do INSS. A situação vai piorar muito se não houver concursos para novos agentes.

Por tudo isso e muito mais, nesta sexta (14) manifestações nas agências do INSS acontecerão em todas as regiões do país. Em Santos será a partir das 9h30, na agência do bairro Aparecida (Av. Epitácio Pessoa).

 A luta é em defesa dos direitos de todos, do serviço público e dos servidores! A luta é do conjunto da classe trabalhadora. Compareça!