Estudo do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), divulgado nesta segunda-feira (30), aponta que, em 2007, foram registradas 316 greves, que resultaram na paralisação de quase 29 mil horas de trabalho em todo o país.

Segundo o Dieese, 161 greves (51%) foram empreendidas por trabalhadores da esfera pública, que compreende o funcionalismo público nos âmbitos municipal, estadual e federal, além dos empregados em empresas estatais.
 
Outras 149 (47%) foram realizadas na esfera privada, por trabalhadores da indústria, dos serviços e do setor rural. Além disso, foram computadas seis paralisações que envolveram conjuntamente trabalhadores da esfera pública e privada.
 
Das 161 paralisações registradas na esfera púbica, o Dieese destacou que 60 delas ocorreram no âmbito estadual, 55 no municipal e 25 no federal. Além disso, 21 greves foram localizadas em empresas estatais.
 
Quanto à esfera privada, a indústria foi responsável por 83 greves no ano e o setor de serviços, por 62. Ainda foram verificadas quatro paralisações no meio rural – todas de trabalhadores canavieiros.
 
As greves de funcionários públicos reuniram cerca de 38% do total de grevistas no ano e contribuíram com 83% do total de horas paradas. Na esfera privada, embora o número de grevistas registrado tenha sido maior (45%), o de horas paradas correspondeu a apenas 14% no ano.
 
 Reajuste
Conforme o Dieese, a exigência de reajuste salarial foi predominante no conjunto das greves e atingiu quase a metade do total (49%). Outras reivindicações importantes foram a implantação ou reformulação de Plano de Cargos e Salários (26%) e de auxílio alimentação (18%).
 
Paralisações por exigência de novas contratações e piso salarial somaram 14% cada; por participação nos lucros e/ou resultados, 13%; contra o descumprimento de acordo, descumprimento de lei e por questões relativas a condições de trabalho, 12% cada; por atraso no pagamento de salários, 11%; por isonomia salarial, 10%; e por melhora nos serviços públicos, 8%.