O prefeito de Santos, Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), outros prefeitos da região, o Governo de João Dória e a iniciativa privada estão de braços dados na criação de uma Usina de Incineração de Resíduos Sólidos que trará poluição para a região e tirará o trabalho de milhares de pessoas que atuam na reciclagem.

Para denunciar os riscos ambientais e sociais que o empreendimento gerará, trabalhadores, ativistas ambientais, estudantes e representantes de diversas entidades farão um ato na próxima quinta, dia 3, às 17h, em frente a Prefeitura de Santos.

O ato está sendo organizado pela Frente Ambientalista da Baixada Santista, sindicatos e outras organizações da sociedade na região. O SINDSERV SANTOS estará presente e convoca a categoria a participar com todos os cuidados (uso de máscaras, álcool gel e distanciamento)

SOBRE A USINA:
Estão querendo instalar uma INCINERADORA DE LIXO em Santos, com potencial para destruir a nossa cadeia de reciclagem, deixando mais de 2.000 pessoas sem a sua subsistência; além de poluir nossa atmosfera com gases extremamente tóxicos e que causam efeito estufa (aquecimento global) e chuva ácida.

Os metais pesados que este tipo de usina já proibido em vários países expele causam uma infinidade de doenças, que vão de câncer a problemas neurológicos, até má formação fetal.

Ecossistemas importantes como o ambiente marinho, os estuários, os manguezais e a mata atlântica também podem ser diretamente afetados.

É um projeto obsoleto, preguiçoso, que só gera lucros ao empreendedor, transformando lixo comum em lixo TÓXICO!!!

É um projeto ineficiente, danoso ao meio ambiente, à saúde da população e que deixará centenas de famílias sem o seu ganha-pão.

Lembrando que a reforma do Emissário Submarino (Parque Mário Roberto Clemente Santinni), no José Menino, suspensa pelo Judiciário, seria a moeda de troca para a Prefeitura abrir as portas para este projeto privado no Sítio das Neves. Isto porque o projeto do Novo Quebra-Mar seria viabilizado com dinheiro da contrapartida ambiental e financeira da empresa Valoriza Energia, que está aguardando processo de licenciamento aberto em maio pela administração municipal.

A baixada santista já convive com uma série de empreendimentos de alto risco ambiental como, por exemplo, o depósito e transporte de substâncias químicas de alto risco no porto, o depósito de lixo químico em cavas subaquáticas no estuário, um grande número de indústrias poluidoras etc.

O que está em jogo é o menosprezo de autoridades e empresários à saúde socioambiental da Baixada Santista para beneficiar investimentos privados!

A qualidade de vida da população vale menos que o lucro de uma empresa?