Mais uma vez o prefeito Paulo Alexandre Barbosa mostra que não tem interesse na ascensão dos profissionais do magistério e no preenchimento dos cargos vagos na área.

Nesta terça (4), representantes do governo disseram não à reivindicação dos Professores Adjuntos I e II, classificados pelo Concurso de Promoção na Carreira do Magistério 001/2018. Os trabalhadores estiveram no Paço Municipal para cobrar a suspensão dos prazos de validade dos concursos públicos já homologados até o término da vigência do estado de calamidade pública.

A suspensão está prevista no artigo 10 da Lei Complementar 173/20 e é perfeitamente viável. Em Praia Grande, por exemplo, os prazos foram suspensos.

Com o total desinteresse do governo santista em promover as carreiras do magistério, se a categoria não continuar mobilizada, a tendência é que no próximo mandato para prefeito a massa de profissionais com 11, 12 e até 13 anos sem ascensão aumente! Lembrando que ainda tem professores do concurso de 2006 estacionados na carreira!

Enquanto isso, parte expressiva dos cargos de especialistas segue ocupada em caráter de substituição. O ato serviu também para reiterar a reivindicação dessa parte da categoria, que pleiteia a imediata nomeação dos aprovados no concurso de promoção para os cargos de Especialistas I, II, e III.

A Educação em Santos apresenta um alto número de vacâncias em todos os cargos da carreira do magistério e a promoção dos Especialistas propicia novas vacâncias nos cargos docentes, que devem ser imediatamente preenchidas para que não haja descontinuidade nos projetos pedagógicos nas diversas comunidades escolares.

Dizendo não para tudo isso, na reta final de seu governo, o prefeito mostra mais uma vez que continua apostando no sucateamento do ensino, na desvalorização do magistério e na ampliação da privatização/ terceirização dos cargos da educação.

CONTINUAREMOS NA LUTA ATÉ QUE TODOS OS CARGOS ESTEJAM OCUPADOS!