No último dia 24, a pedido de funcionários e de pacientes,  diretores do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv), estiveram no Pronto Socorro Central para averiguar denúncias de diversos problemas causados pela reforma na unidade.

As várias situações encontradas comprovaram falta de condições e segurança para o desempenho profissional de funcionários administrativos, médicos, enfermeiros e auxiliares. A mais grave das constatações, no entanto, foi o prejuízo no atendimento para a população. Não houve qualquer medida protetiva aos usuários e nem um planejamento que evitasse os transtornos à saúde de quem busca tratamento no posto.

Pacientes acamados em locais com tapumes improvisados conviviam permanentemente com barulho, entulhos e poeira das obras que se realizadas tanto ao piso inferior quanto ao piso superior.
Segundo usuários, diversas reclamações foram encaminhadas à Ouvidoria, porém nada havia sido resolvido. Um relato dos problemas com fotos foi levado à chefia do Departamento de Hospitais e Prontos Socorros pelo Sindserv. Nesta semana, em nova visita feita ao PS,  os sindicalistas puderam constatar que parte dos problemas foi sanada. Os tapumes foram vedados com plásticos para tentar evitar poeira e, ao menos temporariamente, as paredes pararam de ser quabradas no andar térreo. Com isso, o maior barulho agora vem do piso superior.
Apesar da melhora parcial, alguns problemas continuam, como salas funcionando como depósitos de entulho e corredores cheios de tapumes. O ideal seria que a Prefeitura alugasse outro espaço para fazer o atendimento das pessoas enquanto as obras estivessem acontecendo. Entretanto, parece que o objetivo é entregar a reforma à toque de caixa, sem planejamento e sem os cuidados necessários.

Ônibus Odontológico

Outro problema que não foi sanado e compromete seriamente o atendimento emergencial da Saúde Bucal é o estado de abandono do ônibus odontológico, que “funciona” em frente ao PS Central. Estufas, geladeiras e armários enferrujados um aparelho de ar condicionado avariado estão no mesmo espaço ocupado por materiais diversos empilhados. A chefia de Hospitais e PSs se comprometeu a solucionar o problema, porém, até o momento, segundo o Sindserv, nada foi feito.