Saúde, educação, moradias, assistência social, aposentadoria. Como esses temas são debatidos pelo poder público de nossa região? Em Santos, a Câmara possui um dispositivo que faz os processos tramitarem com urgência. Trata-se do artigo 24 do regimento legislativo. O que para muitas situações pode ser benéfico, é também usado para o poder executivo enviar projetos complexos, sem o devido debate com a sociedade. No final do ano, a toque de caixa, o futuro da população é decidido por engravatados.

Esse assunto será a pauta do nosso Audiência Pública de hoje. Na últimas semanas, entrou de tudo na Câmara santista. Desde projetos envolvendo destinação de verbas para associações e organizações da sociedade civil até projetos instituindo programas de parcerias público privadas na área da iluminação pública, coleta de lixo e habitação de interesse social e, ainda, pedido de autorização de empréstimos de alta soma à Caixa Econômica Federal, de acordo com a página vereadores de Santos, no Facebook.

Também temos projetos que alteram, sem a devida discussão com a categoria, o regime de previdência dos servidores municipais, aumentando de 12% para 14% a contribuição previdenciária dos trabalhadores.