Secretário mais uma vez não levou boas notícias aos servidores da Cidade (Fernanda Luz/AT)

Categoria tem data-base em fevereiro, mas Prefeitura de Santos vai avaliar o caso em junho ou julho

Por MATHEUS MÜLLER (atribuna.com)

Os servidores de Santos voltaram ao Paço Municipal nesta terça-feira (14) para cobrar uma resposta da Prefeitura quanto às reivindicações da campanha salarial de 2017, que tem data-base em fevereiro. A categoria diz que a visita, que se tornou um protesto com direito a apitaço e cartazes, foi marcada com o secretário de Gestão Carlos Teixeira Filho, o Cacá Teixeira, que informou não ter condições de oferecer nenhuma proposta agora.

“Não dá para apresentar um índice de reajuste salarial neste momento. Não estou aqui para vender sonhos”, disse Teixeira. Ele afirmou, ainda, que a questão voltará a ser analisada pela equipe da Prefeitura somente em junho ou julho.

A única notícia positiva dada aos trabalhadores foi a promessa de pagamento da Participação Direta de Resultados (PDR) no próximo dia 25.

Reivindicações

Liderados pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Santos (Sindserv), os trabalhadores querem um aumento de 13%, auxílio-alimentação de R$ 550, cesta básica de R$ 355,44 e mais 1% de contribuição da Prefeitura para a Capep Saúde.

O Sindserv reclama que a Prefeitura não tem palavra e tem apenas enrolado a categoria, pois no dia 31 de janeiro havia dito que responderia à pauta de reivindicações no dia 8 de fevereiro, o que não ocorreu. A promessa, então, foi de um posicionamento no dia 9, o que também não aconteceu, assim como na segunda-feira (13).

Assembleia

Na quarta-feira (15), os servidores se reúnem em nova assembleia para discutir os próximos passos da campanha salarial. O encontro está marcado para as 19 horas, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos, na Avenida Ana Costa, 55, em Santos.

*Com informações de Sandro Thadeu