Servidores ligados ao Sindserv reivindicam 13% de reajuste salarial (Fernanda Luz/AT)

Data-base da categoria vence este mês e Prefeitura diz que só vai discutir as reivindicações após junho

Por SANDRO THADEU (atribuna.com.br)

Os servidores públicos de Santos estão dispostos a ir à luta para conquistar o reajuste salarial neste ano. O primeiro passo nesse sentido foi dado na noite desta quarta-feira (15), durante assembleia promovida pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindserv). Os funcionários da Administração presentes no auditório do Sindicato dos Metalúrgicos aprovaram o estado de greve. A medida ocorre um dia depois da Prefeitura dizer que seria inviável fazer concessões neste momento, postergando o debate sobre reajuste apenas para junho ou julho, como afirmou na terça-feira o secretário municipal de Gestão, Cacá Teixeira.

Com essa medida, os trabalhadores se preparam para desencadear uma paralisação a qualquer momento. Na próxima quinta-feira (16), às 19 horas, o Sindserv fará nova reunião com o pessoal para a definição de uma data a fim de iniciar a greve.

A outra entidade que representa o funcionalismo, o Sindicato dos Servidores Estatutários Municipais (Sindest), fará uma assembleia nesta segunda-feira (20), às 18h30, em local a ser definido, para discutir a questão. O presidente Fábio Pimentel ainda aguarda um posicionamento oficial da Prefeitura sobre a questão do reajuste.

Servidores ligados ao Sindserv reivindicam 13% de reajuste salarial (Fernanda Luz/AT)

Nesta quinta, das 14 horas às 18h30, a diretoria do Sindest fará ato público na Praça Mauá para protestar contra o que chamam de intransigência da Administração durante a campanha salarial deste ano.

Ambas entidades pleiteiam a recomposição da inflação acumulada nos últimos 12 meses (5,35%), além de um aumento real – o Sindserv cobra 8%, enquanto o Sindest, 10%.

Indignação

Durante a assembleia desta quarta, o vice-presidente do Sindserv, Cássio Canhoto, explicou que há margem para a Prefeitura conceder reajuste ao funcionalismo, conforme demonstram dados da Administração.

“Não é falta de dinheiro. Não é falta de competência administrativa. O que está por trás dessa ação é um projeto político contrário aos interesses do trabalhador para beneficiar as OS (organizações sociais)”, frisou.

Para o presidente da entidade, Flávio Saraiva, o sindicato buscou conversar com a atual gestão desde novembro do ano passado, inclusive apresentando propostas para o corte de despesas. Porém, não houve um retorno até o momento.

“Já fizemos de tudo para dialogar sobre o reajuste salarial, mas a resposta que recebemos foi a de um reajuste zero. Não tem saída. É preciso se mobilizar para evitarmos perdas. Vamos ter que ir para luta e fazer greve”, disse.

Durante as duas horas de assembleia, os servidores criticaram o fato de a crise apresentada agora pela Administração ter sido desencadeada apenas após o término das eleições e também criticaram a imposição de horas extras.

“Quem está pagando a conta dessa crise é quem está trabalhando. Temos de dar uma resposta à altura”, afirmou um funcionário público.