Em assembléia realizada ontem pelo SINDSERV, os servidores aprovaram a realização de uma pauta de ações para chamar a atenção da Prefeitura e da Superintendência da Capep Saúde sobre as precárias condições de atendimento médico que afetam tanto a população, nos hospitais e demais unidades de saúde, quanto os funcionários e seus dependentes, que sofrem para ter acompanhamento, exames e realizar procedimentos na autarquia.

Dentre as ações aprovadas estão:

– Realização de ato público para denunciar os graves problemas no SUS de Santos e também na assistência médica da categoria (em data e local a ser decidido);
– Anticampanha eleitoral contra o prefeito Papa e vereadores governistas, por meio da divulgação de todos os projetos enviados à Câmara e aprovados pela bancada do Executivo que prejudicam ou retiram direito dos servidores;
– Denunciar aos meios de comunicação as condições precárias nos hospitais e PSs municipais enfrentadas diariamente pela população e também pelos funcionários, que atuam sem as condições ideais de trabalho e do ambiente.
– Realizar uma ampla discussão, por meio de debate, com especialistas e com a sociedade civil organizada, sobre a saúde pública em Santos.
– Mobilizar o máximo possível de servidores para garantir o comparecimento na plenária final da Conferencia Municipal da Saúde, a ser realizada no dia 16 de agosto, em local e horário a ser definido.

Na assembléia as discussões acabaram vinculando os dois tipos de atendimento médico – pelo SUS, para população, e pela Capep Saúde, para os servidores – em uma só luta porque a maioria entendeu que uma questão interfere na outra. Se a Capep fechar é para o SUS já sucateado que vão buscar atendimento as cerca de 30 mil pessoas (servidores e familiares dependentes) que hoje dependem da autarquia. A população que precisa do atendimento público vai ser ainda mais penalizada.

A assembléia também defendeu e aprovou:

– O aumento da alíquota de contribuição da Prefeitura para a Capep de 2% para 4%.
– Fim do jetom de R$ 686,00 por mês para conselheiros da Capep (pagos pelo comparecimento em quatro reuniões) e que por ano custam R$ 32.800 reais para a autarquia.
– Maior transparência, com publicação no site oficial da prefeitura, dos critérios para a concessão ou não de autorizações para exames e procedimentos, das resoluções do conselho administrativo e do estatuto da autarquia;
– A realização de concurso público para que profissionais da área médica assumam a gestão e integrem o quadro funcional da Capep Saúde;
– Eleição direta para conselheiros e superintendente;
– Auditoria nas contas da entidade;
– Que a Prefeitura esclareça e pague a dívida que tem com a Capep Saúde;
– Fim da terceirização na Capep Saúde.