A direção do SINDSERV SANTOS manifesta seu total apoio à luta dos trabalhadores dos Correios, que por todo o país decidiram entrar em greve pela manutenção de direitos e contra a privatização da estatal.

Como acontece nas prefeituras e governos estaduais, o sucateamento geral dos serviços na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) é um projeto que se arrasta ao longo de muitos anos, justamente com o intuito de aprofundar a terceirização e privatização em benefício de interesses de grandes capitais.

Também a exemplo do cotidiano dos servidores públicos municipais, estaduais e federais de várias áreas, esses trabalhadores têm sofrido ano a ano ataques a direitos conquistados no passado com muita luta.

Na pandemia, a importância desta categoria fica ainda mais evidente, já que boa parte das compras são realizadas a partir de comércio eletrônico. Ainda assim, esses trabalhadores sofrem com falta de condições de segurança e com a negligência ainda maior nesse período de emergência sanitária.

Como se não bastasse, os funcionários amargaram a retirada de 70 cláusulas do acordo coletivo que teria vigência até 2021, conforme dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho.

Foram retirados direitos como 30% do adicional de risco, vale alimentação, licença maternidade de 180 dias, auxílio creche, indenização de morte, auxílio para filhos com necessidades especiais, pagamento de adicional noturno e horas extras.

Bravamente, a categoria chega no 18º dia do movimento, com ocupações em algumas unidades. Repudiamos a truculência com que as polícias dos estados, aliadas à direção da Estatal e ao Governo Bolsonaro, têm tratado os manifestantes.

Toda a nossa solidariedade aos trabalhadores e todo o apoio a esta primeira grande greve anunciada no governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro. Que sirva de impulso a outras categorias rumo à necessária construção da greve geral no Brasil.