Trabalhadores e usuários do CAPS AD reunidos

Os servidores, usuários e familiares de usuários do CAPS AD II (Centro de Atenção Psicossocial Álcool e outras Drogas) não aguentam mais tanta enrolação. Se reuniram no dia 31/10 e resolveram ir andando da unidade, que está caindo aos pedaços, até o prédio luxuoso onde se encontra a Secretaria de Saúde (Tribuna Square).

Lá receberam a notícia de que não seriam atendidos pelo Secretário, pois o mesmo estaria em reunião. Não tiveram dúvida, sentaram todos em frente a porta da Secretaria e disseram que esperariam pacientemente o final da tal reunião. A pressão deu certo, rapidamente apareceu um representante do governo.

A situação é de descaso, o sentimento é de abandono

A unidade não tem mais farmácia, fechada pela vigilância sanitária, e enfermaria. A falta de investimento e manutenção deixaram o local sem condições mínimas para se realizar o trabalho ali necessário.

Vale lembrar que o imóvel onde se encontra o CAPS AD II deveria ser provisório, mas isso já fazem mais de 9 anos.

Nada de novo

Nada do que foi relatado é novo para o governo. O problema já foi notificado muitas vezes. Em fevereiro o governo apresentou um cronograma, mas não o cumpriu. Em abril novo cronograma de reformas e nada.

Ainda em abril, uma comissão de trabalhadores e usuários chegou a aprovar um imóvel indicado, mas nunca mais teve retorno. Depois de 7 meses, a situação estrutural do CAPS AD II se agravou ainda mais.

Agora vai?

O representante do governo marcou uma reunião com o movimento para a próxima terça-feira (05/11) às 14h45 na própria unidade. Disse que está confiante na possibilidade de alugar um imóvel na Vila Mathias. Os trabalhadores e usuários querem visitar o imóvel, mas também querem todas as reformas necessárias na unidade atual.

Do pioneirismo ao abismo

Santos já foi considerada internacionalmente uma cidade modelo na política de Saúde Mental. Hoje agoniza sem nenhum CAPS AD 24h e com apenas um CAPS AD para toda a cidade, sem enfermaria e farmácia, caindo aos pedaços.